O Escritório do Controlador da Moeda (OCC) dos Estados Unidos concedeu à Revolut uma aprovação condicional para constituir um banco nacional no país. A medida representa um primeiro aval para a licença bancária da fintech, que ainda depende de autorização de Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e Federal Deposit Insurance Corporation (Fdic).
A expectativa é de que o processo se estenda até 2027. Historicamente, depois dessa primeira etapa, a instituição costuma receber a aprovação final entre 12 a 18 meses.
"A aprovação condicional do OCC é um primeiro passo importante rumo à constituição do proposto Revolut Bank nos EUA. Ela nos dá a base para construir nossa operação no maior mercado financeiro do mundo e levar a experiência completa da Revolut a milhões de americanos", afirmou o fundador e CEO da Revolut, Nik Storonsky.
"Somos gratos pelo diálogo aberto e transparente mantido com o OCC ao longo de todo esse processo. O órgão conduziu nossa solicitação com rigor e agilidade, permitindo que continuemos no caminho para o lançamento do nosso banco nacional proposto em 2027", acrescentou o CEO da Revolut nos EUA, Cetin Duransoy.
O movimento é parte de uma tendência mais ampla do setor financeiro para conquistar espaço na maior economia do planeta. No começo do ano, o Nubank também recebeu uma aprovação condicional da OCC para estabelecer sua licença bancária no país. Já o Santander comprou o Webster para criar um dos 10 maiores bancos de varejo dos EUA.
Fundada em 2015 no Reino Unido, a Revolut é uma das maiores fintechs no mundo, com mais de 80 milhões de clientes. Em julho, foi avaliada em US$ 115 bilhões em uma oferta secundária de ações. No Brasil, o banco digital tem avançado na oferta de cartões de crédito, depois de ter se estabelecido com foco primário na sua conta global. Este ano, a Revolut também obteve licenças bancárias na França, Austrália e Reino Unido, além de avançar no processo na África do Sul.