Faep: embargo da UE pode causar prejuízo de quase US$ 400 mi por ano ao PR

03/09/2026 às 16:52 atualizado por Equipe AE - Estadão | Siga-nos no Google News
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São Paulo, 3 - O embargo da União Europeia (UE) a produtos brasileiros de origem animal, que entra em vigor nesta quinta-feira, 3, pode provocar perdas de quase US$ 400 milhões por ano às cadeias de avicultura e bovinocultura de corte do Paraná. As estimativas foram divulgadas em nota pelo Sistema Faep, com base em dados de comércio exterior do Ministério da Agricultura (Mapa). De acordo com levantamento da entidade, o montante tem como referência o volume exportado pelo Estado ao bloco europeu em 2025: US$ 382 milhões em carne de frango (118,7 mil toneladas) e US$ 10,2 milhões em carne bovina (1,4 mil toneladas). No primeiro semestre de 2026, os embarques do Paraná à UE somaram cerca de US$ 224 milhões em proteína avícola (78,7 mil toneladas) e US$ 4,6 milhões em carne bovina (643 toneladas), segundo o Agrostat. Atualmente, o mercado europeu representa 5% das exportações paranaenses de carnes. Em nota, o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, destacou que o bloco europeu funciona como uma vitrine sanitária global, já que diversos países adotam as exigências da UE como referência para suas próprias compras. A suspensão abrange produtos de origem animal como carnes bovina e de frango, mel, equinos, tripas e aquicultura. O Paraná lidera a produção e a exportação nacional de frango e tem status de área livre de febre aftosa sem vacinação reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) desde 2021. O Brasil obteve a certificação em 2025, e a condição foi reconhecida pela China neste ano. Apesar da apreensão com os prejuízos imediatos, a entidade aponta perspectiva de retomada das exportações de frango no curto prazo. "Desde 24 de agosto (2026), técnicos da UE realizam auditorias em propriedades brasileiras para avaliar os sistemas de produção, processamento e fiscalização sanitária de carne de frango e mel, com foco no cumprimento de regras para o uso de antimicrobianos. A expectativa do setor produtivo é que a conclusão das análises resulte na retirada gradual do veto sobre as proteínas do país", informou a organização.

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