Brasil está entre os países mais eficientes do mundo na pecuária, aponta estudo internacional

Pesquisa publicada em agosto analisou 24 anos de dados das 50 maiores economias pecuárias e mostra que produtividade global avançou 2% ao ano

03/09/2026 às 17:20 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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A pecuária brasileira está entre as referências mundiais em eficiência produtiva. É o que aponta um novo estudo publicado na edição de agosto de 2026 do Journal of Agriculture and Food Research, que avaliou a evolução da eficiência, da tecnologia e da produtividade nos 50 principais países produtores pecuários do mundo. A pesquisa analisou dados de 2000 a 2023 disponíveis na base estatística da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e colocou o Brasil entre os 19 países que alcançaram a fronteira global de eficiência, ao lado de grandes produtores como Estados Unidos, China, Índia, Canadá, Alemanha, Nova Zelândia e Países Baixos.

O resultado brasileiro ganha relevância diante de uma das principais conclusões do trabalho: a produtividade total dos fatores da pecuária mundial avançou, em média, 2% ao ano durante o período analisado. Mais do que a incorporação de novas tecnologias, o principal responsável pelo crescimento foi o ganho de eficiência, isto é, a capacidade de obter melhores resultados a partir dos recursos e tecnologias já disponíveis.

Para a Casale, referência brasileira no desenvolvimento de soluções para alimentação e manejo animal, os resultados reforçam uma transformação que já pode ser observada dentro das propriedades: produtividade está cada vez mais relacionada à capacidade de utilizar recursos com precisão, reduzir desperdícios e transformar tecnologia disponível em desempenho efetivo.

 

Eficiência impulsiona produtividade mundial

Um dos achados mais relevantes do estudo está justamente na origem dos ganhos de produtividade. Enquanto a produtividade global cresceu 2% ao ano, as melhorias de eficiência técnica avançaram 2,1%, enquanto o progresso tecnológico teve contribuição marginal de -0,1% no período. Na prática, os resultados indicam que grande parte da evolução da pecuária mundial ocorreu pela aproximação dos produtores às melhores práticas já existentes, e não apenas pelo surgimento de novas tecnologias.

O levantamento também encontrou diferenças significativas entre grupos de países. As economias de renda média-baixa apresentaram o maior crescimento da produtividade, de 2,8% ao ano, combinando avanços de eficiência e tecnologia. Já os países de alta renda apresentaram maior alinhamento tecnológico às melhores práticas globais, com índice de lacuna tecnológica de 0,9355.

 

Tecnologia disponível precisa chegar à produção

Os pesquisadores concluem que os próximos avanços da pecuária mundial dependem não apenas de inovação, mas da difusão das tecnologias existentes e de sua utilização mais eficiente, além de novos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. O estudo também incorpora indicadores ambientais à avaliação de eficiência, considerando emissões de metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O). A metodologia permite observar produtividade e utilização de recursos em conjunto com impactos ambientais, ampliando a discussão sobre eficiência na produção pecuária.

Para o Brasil, que já aparece na fronteira mundial de eficiência identificada pelos pesquisadores, o desafio passa a ser continuar avançando na produtividade por meio de tecnologias capazes de aprimorar processos dentro da propriedade, da alimentação e manejo dos animais à automação e ao controle mais preciso dos recursos utilizados. 

 

Informações: Assessoria Casale


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