Tesouro: exposição da União a riscos fiscais específicos caiu para R$ 4,87 tri em 2025

03/11/2026 às 14:22 atualizado por Franco Dantas, especial para a AE - Estadão | Siga-nos no Google News
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Segundo a 8ª edição do Relatório de Riscos Fiscais da União, elaborado pelo Tesouro Nacional, a exposição da União a riscos fiscais específicos chegou ao montante de R$ 4,87 trilhões em 2025, queda de R$ 220,0 bilhões em relação ao registrado no final de 2024.

Os fatores de riscos fiscais específicos somam cifras como demandas judiciais, haveres de Entes Federativos, dívidas ativas com a União, garantias da União, fundos constitucionais, dentre outras.

O estoque de ações judiciais contra a União, de risco provável e possível, atingiu R$ 2,273 bilhões em 2025, queda de 14,6% em relação a 2024. O estoque em 2026, até junho, soma R$ 2,185 bilhões, queda de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os haveres de Entes Federativos, por sua vez, somaram R$ 888,8 bilhões em 2025.

As honras de garantias da União a operações de crédito foram de R$ 11,1 bilhões em 2025. Em 2026, até agosto, o montante foi de R$ 3,1 bilhões. A previsão é que este valor feche o ano em R$ 6,5 bilhões. O montante de contragarantias não executáveis, que somou R$ 1,0 bilhão ao final de junho de 2026, representa a materialização do risco fiscal envolvido nas concessões de garantias da União.

Ao final de junho de 2026, a participação da União em cotas de Fundos Garantidores somava R$ 45,4 bilhões.

Do estoque de R$ 3,4 trilhões da Dívida Ativa da União em julho de 2026, estima-se a recuperação de R$ 778,0 bilhões nos próximos 15 anos, com a maior parte impactando o resultado primário. Cerca de R$ 2,7 trilhões são considerados perdas.


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