As expectativas atualizadas pelos economistas no Sistema Expectativas de Mercado, que embasa o relatório Focus do Banco Central, indicam um corte final da Selic na quarta-feira, 4, de 0,25 ponto porcentual, para 13,50% ao ano, seguido por um período de estabilidade.
A trajetória implícita no sistema, detalhada por reunião, prevê que essa estabilidade será interrompida apenas na quarta reunião de 2027, em junho, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) deve retomar cortes de 0,25 ponto, levando a taxa a 12,50% ao fim do ano que vem.
A trajetória reflete as expectativas registradas até a última sexta-feira, 30. Trata-se das primeiras respostas consolidadas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O cenário atual é mais restritivo do que o observado uma semana antes, com expectativas computadas até 23 de outubro. Naquele momento, as medianas indicavam cortes da Selic em novembro e dezembro deste ano, com a taxa encerrando o ano em 13,25% - 0,25 ponto abaixo da estimativa atual.
À época, a trajetória indicava que o ciclo de reduções seguiria até a quinta reunião de 2027, com a Selic em 12,00%. O movimento seria interrompido na sexta reunião, retomado na sétima e interrompido novamente na oitava. Com isso, o juro terminaria 2027 em 11,75% - 0,50 ponto abaixo da projeção atual para o fim do ano que vem.
5 dias úteis
As expectativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, passaram a indicar que o Copom deve optar por manter a Selic estável já nesta quarta-feira.
Nesse cenário, a taxa encerraria o ano em 13,75% ao ano, patamar no qual permaneceria, ao menos, até a primeira reunião de 2027, segundo a trajetória implícita no sistema de expectativas.