A Whirlpool, detentora de marcas como Brastemp, Cônsul e KitchenAid, registrou um prejuízo de US$ 237 milhões no terceiro trimestre de 2026, com um prejuízo por ação de US$ 0,21, bem abaixo da projeção dos analistas da FactSet, de ganhos de US$ 0,73. Segundo analistas da Dow Jones Newswires, as altas taxas de juros continuam a suprimir as vendas de imóveis, enquanto a inflação e a guerra no Irã deixam os consumidores pouco inclinados em gastar em itens de alto valor.
No terceiro trimestre, a Whirlpool reportou vendas líquidas de US$ 3,7 bilhões - abaixo da expectativa de US$ 3,9 bilhões dos analistas e aquém dos US$ 4 bilhões do mesmo período do ano anterior.
A fabricante de eletrodomésticos em dificuldades anunciou nesta segunda-feira que espera uma perda anual de US$ 1,30 por ação. A empresa tem reduzido constantemente seu guidance anual desde janeiro, quando previu ganhos ajustados de US$ 7 por ação.
As vendas na América do Norte continuam a cair. A empresa relatou uma queda de 8,3% nas vendas líquidas do terceiro trimestre em seu segmento de grandes eletrodomésticos na América do Norte, alimentando uma queda mais ampla de 8,8% nas vendas em toda a companhia.
A Whirlpool tem recorrido a aumentos de preços para expandir suas margens e compensar a fraqueza da demanda que afetou suas ações este ano. "Nossa redução de custos estruturais e a realização de preços impulsionaram o progresso consecutivo das margens até o terceiro trimestre", diz o CEO Marc Bitzer. "Embora o ritmo de recuperação seja mais lento do que o esperado, essas ações estão estabelecendo um caminho claro para melhorias adicionais em 2027".
Às 17h43 (de Brasília), as ações da Whirlpool tombavam 8,62% no after hours de Nova York.
*Com informações da Dow Jones Newswires.