A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) emitiu nesta segunda-feira, 26, uma nota sobre o fim do processo eleitoral, na qual pede urgência nas reformas estruturais e equilíbrio nas contas públicas, sem endereçar diretamente a mensagem.
"Com o encerramento das urnas e a escolha do presidente que irá governar o país nos próximos quatro anos, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) pede urgência nas reformas estruturais para que a indústria nacional volte a crescer, trazendo desenvolvimento para toda a sociedade."
A federação afirmou que defende a continuidade na queda da taxa de juros, mas indicou que, para que essa trajetória seja sustentável, "é imprescindível avançar com firmeza no equilíbrio das contas públicas".
De acordo com a entidade, apenas a consolidação fiscal será capaz de reduzir os prêmios de risco de longo prazo, destravar os investimentos privados e fortalecer a produtividade e a competitividade da indústria brasileira.
Leia abaixo a íntegra da nota:
"Com o encerramento das urnas e a escolha do presidente que irá governar o país nos próximos quatro anos, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) pede urgência nas reformas estruturais para que a indústria nacional volte a crescer, trazendo desenvolvimento para toda a sociedade.
A federação defende a continuidade na queda da taxa de juros, mas para que essa trajetória seja sustentável, no entanto, é imprescindível avançar com firmeza no equilíbrio das contas públicas. Apenas a consolidação fiscal será capaz de reduzir os prêmios de risco de longo prazo, destravar os investimentos privados e fortalecer a produtividade e a competitividade da indústria brasileira, viabilizando um crescimento duradouro, com inflação sob controle e juros baixos.
A Firjan ressalta que é imprescindível criar condições para que o dinamismo dos grandes projetos de investimento se traduza em oportunidades para um conjunto mais amplo da indústria brasileira. O fortalecimento dos encadeamentos produtivos depende de uma agenda efetiva de competitividade, que seja capaz de reduzir os custos estruturais que limitam a produção, simplificar o ambiente de negócios e ampliar a capacidade das empresas de investir, inovar e se integrar às grandes cadeias de fornecimento. Transformar esses investimentos em maior atividade do setor e agregação de valor ao país é fundamental para ampliar seus efeitos sobre a produção e fortalecer uma base industrial mais diversificada e competitiva."