O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, rebateu nesta sexta-feira, 14, o senador candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) por propor, em seu plano de governo, o apoio à internacionalização de pequenas e médias empresas por meio do BNDES.
Mercadante afirmou, por meio de nota, que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esvaziou e fragilizou o banco de fomento, especialmente na área de apoio às exportações, com redução drástica de recursos.
"A realidade é que, durante o governo do pai dele, o BNDES foi esvaziado e fragilizado, em especial a área de apoio às exportações de empresas brasileiras, que sofreu desmonte e teve os recursos destinados a viabilizar a venda de produtos brasileiros no exterior drasticamente reduzidos", disse por em nota divulgada pela assessoria de imprensa.
Na quinta-feira, 13, Flávio apresentou a ideia de apoiar a internacionalização das pequenas e médias empresas brasileiras via BNDES, através de linhas de crédito específicas e orientação técnica para expansão no exterior.
O presidente do BNDES afirmou que a instituição foi recuperada no atual governo e citou dados sobre queda de inadimplência e crescimento de ativos (de R$ 684 bilhões em 2022 para mais de R$ 1 trilhão em 2026).
O presidente do BNDES ainda acusou o governo Bolsonaro de atacar funcionários do banco e abrir processos contra seus colaboradores.
"O governo anterior nunca adotou qualquer medida nesse sentido. O que fez, isso sim, foi disseminar notícias falsas contra os funcionários do BNDES e permitir que eles fossem criminalizados. No nosso governo, todos os mais de 500 processos instaurados contra eles foram arquivados."
Disse também que sob a condução do presidente Lula, o Brasil abriu 552 novos mercados para produtos brasileiros, mais que o dobro do realizado no governo anterior, um crescimento de 131%.
Sobre as exportações, afirmou que o apoio do banco soma R$ 73,4 bilhões desde 2023, volume mais de quatro vezes superior ao total do governo Bolsonaro.