Setor Cafeeiro Celebra Isenção Total de Imposto Extra nos EUA

Trabalho conjunto de entidades brasileiras livra café verde e solúvel de taxa de 25%; setor segue atento a uma segunda investigação em andamento

16/07/2026 às 10:53 atualizado por Junior Souza - SBA | Siga-nos no Google News
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As principais entidades de classe do setor cafeeiro no Brasil comemoraram uma importante vitória comercial. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) confirmou a isenção de todos os tipos de café brasileiro — incluindo o café solúvel não aromatizado — da nova taxa de 25% que o governo americano pretendia aplicar a produtos importados do Brasil.

O resultado positivo é fruto de uma intensa articulação liderada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em parceria com a National Coffee Association (NCA) e com o apoio de importadores norte-americanos, as instituições defenderam a competitividade do produto brasileiro em audiências públicas realizadas no início de julho em Washington.

A mobilização garantiu que o café verde continuasse fora da lista de tarifas e incluiu o café solúvel e seus subprodutos no grupo de exceções. Em nota conjunta, as entidades destacaram a relevância dessa decisão para o agronegócio nacional.

"Entendemos que essa decisão protege as exportações brasileiras de café – na ordem de US$ 2,0 bilhões a US$ 2,5 bilhões por ano aos EUA, maior consumidor e importador mundial – e reforça a força do Brasil como maior produtor e exportador global, estabelecido como parceiro insubstituível aos norte-americanos."

Alerta ligado para nova investigação

Apesar do alívio e da comemoração, o setor cafeeiro brasileiro mantém a guarda alta. As entidades alertam que ainda corre uma segunda investigação por parte do governo dos EUA baseada na mesma lei de comércio (Seção 301). Esse outro processo traz o risco de uma nova cobrança de tarifa sobre o café do Brasil, estimada em 12,5%.

Por conta disso, Abic, Abics e Cecafé garantiram que continuarão trabalhando de forma ativa nos bastidores internacionais para defender a qualidade, a sustentabilidade e os interesses de toda a cadeia produtiva do café brasileiro no exterior.

Fonte: Cecafé


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