Maioria dos brasileiros apoia fim da escala 6x1, aponta pesquisa Quaest

Levantamento também mostra ampla aprovação ao Desenrola 2.0 e revela como os trabalhadores pretendem utilizar o tempo livre caso a jornada seja reduzida

15/07/2026 às 08:27 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) pelo instituto Genial/Quaest mostra que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6x1. Segundo o levantamento, 69% dos entrevistados apoiam a redução da jornada, enquanto 22% se posicionam contra a proposta. Outros 9% disseram não ter opinião formada ou preferiram não responder.

O estudo também investigou como os trabalhadores utilizariam o tempo livre caso a mudança fosse aprovada. Para 53% dos entrevistados, a prioridade seria descansar e passar mais tempo com a família. Outros 13% afirmaram que pretendem buscar uma fonte extra de renda, enquanto 12% investiriam em estudos e qualificação profissional.

Em relação aos impactos da medida, metade dos entrevistados acredita que efetivamente trabalhará menos horas por semana caso a proposta seja implementada. Já 45% não acreditam que haverá redução da carga horária.

A pesquisa também avaliou a percepção da população sobre o programa Desenrola 2.0. O levantamento mostra que 66% dos brasileiros conhecem a iniciativa lançada pelo governo federal para renegociação de dívidas.

Entre os entrevistados, 55% consideram o programa uma boa iniciativa. Apesar disso, 87% afirmaram que suas famílias ainda não foram beneficiadas diretamente pela medida. Entre aqueles que relataram algum benefício, 35% disseram ter percebido aumento significativo na renda disponível após a renegociação das dívidas.

Outro tema abordado foi a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. A pesquisa indica que 65% afirmam não terem sido beneficiados pela medida, enquanto 32% disseram ter sentido algum impacto positivo.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Fonte: Estadão


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