Algodão perde força no mercado interno, mas exportações reduzem pressão sobre os preços

Recuo das cotações domésticas ocorre em meio à cautela das indústrias, enquanto a recuperação da paridade de exportação diminui a diferença entre os preços internos e externos

15/07/2026 às 08:45 atualizado por Junior Souza - SBA | Siga-nos no Google News
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Os preços do algodão em pluma voltaram a recuar no mercado brasileiro nos últimos dias, refletindo a postura mais cautelosa dos compradores e a menor liquidez nas negociações. Ao mesmo tempo, a recuperação da paridade de exportação reduziu a diferença entre os valores praticados no mercado interno e aqueles destinados ao comércio exterior.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que parte das indústrias continua enfrentando dificuldades para aprovar a qualidade de alguns lotes disponíveis no mercado. Além disso, o ritmo lento das vendas de produtos manufaturados mantém os compradores mais seletivos, pressionando as cotações por meio de ofertas em níveis mais baixos.

Do lado da oferta, os produtores concentram as atenções no desenvolvimento e na colheita da próxima safra, além do cumprimento dos contratos firmados antecipadamente. Enquanto alguns cotonicultores aproveitam o momento para negociar os estoques remanescentes da safra 2024/25, outros optam por manter preços mais elevados, reduzindo a disponibilidade de produto no mercado à vista.

Segundo o Cepea, essa combinação de fatores mantém o mercado spot com baixa liquidez. Já os comerciantes seguem priorizando operações direcionadas ao cumprimento de contratos previamente estabelecidos, realizando negociações casadas para atender aos compromissos assumidos.

Apesar da pressão observada no mercado doméstico, a melhora da competitividade das exportações ajuda a reduzir o descompasso entre os preços internos e internacionais, fator que poderá influenciar o comportamento das negociações nas próximas semanas.

Fonte: Cepea


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