
Os juros futuros operaram em queda na manhã desta terça-feira (16), refletindo um cenário de maior otimismo nos mercados internacionais. A redução dos preços do petróleo e a expectativa de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã contribuíram para diminuir as preocupações com a inflação global e favoreceram o movimento de alívio nas taxas.
O petróleo Brent, referência internacional para o mercado de energia, voltou a ser negociado abaixo dos US$ 80 por barril. A retração ocorre diante da possibilidade de que os governos dos Estados Unidos e do Irã formalizem nos próximos dias um acordo provisório para encerrar o conflito no Oriente Médio.
A perspectiva de estabilidade na região reduz os riscos de interrupções no fornecimento global de petróleo, fator que vinha pressionando os preços da commodity e alimentando preocupações com a inflação em diversos países.
Além da queda do petróleo, os investidores também acompanharam o enfraquecimento do dólar e o recuo dos rendimentos dos títulos do governo norte-americano, os chamados Treasuries. Esse conjunto de fatores ajudou a impulsionar a redução das taxas futuras no mercado brasileiro.
No cenário doméstico, os dados de vendas do varejo também colaboraram para o movimento. Os números divulgados ficaram próximos das estimativas mais baixas do mercado, sinalizando uma atividade econômica menos aquecida e reduzindo a pressão para novas altas nos juros.
Por volta das 9h40, a taxa dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuava para 14,21%, ante 14,25% no fechamento anterior. O contrato para janeiro de 2029 caía para 14,24%, enquanto o vencimento de janeiro de 2031 era negociado a 14,17%.
Apesar da influência dos indicadores brasileiros, analistas destacam que o mercado continua atento principalmente aos acontecimentos internacionais. As negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, além do comportamento dos preços do petróleo, seguem sendo os principais fatores que direcionam as expectativas dos investidores nesta semana.
Com a diminuição das tensões geopolíticas e a acomodação das commodities, o ambiente se torna mais favorável para a inflação, o que tende a refletir positivamente nas projeções para os juros nos próximos meses.
Fonte: Estadão