São Paulo, 4 - A fabricante suíça de chocolates Barry Callebaut informou nesta quarta-feira que sua receita somou 12,19 bilhões de francos suíços (aproximadamente US$ 14,85 bilhões) no ano fiscal 2025/26. O resultado ficou 17,6% abaixo dos 14,79 bilhões de francos suíços (US$ 18,02 bilhões) reportados no ano fiscal anterior (recuo de 15,2% em moeda constante), refletindo menores preços de amêndoas de cacau atrelados às vendas e demanda mais fraca. A receita veio abaixo da expectativa de analistas consultados pela empresa, de 12,49 bilhões de francos suíços (US$ 15,22 bilhões).
O Ebit (lucro antes de juros e impostos) cedeu 14,8%, para 541 milhões de francos suíços (US$ 659,05 milhões). O Ebit recorrente diminuiu 15,6%, para 594 milhões de francos suíços (US$ 723,62 milhões). Já o lucro líquido caiu 16,3%, para 157,7 milhões de francos suíços (US$ 192,11 milhões), ante 188,4 milhões de francos suíços (US$ 229,51 milhões) no ano fiscal anterior.
O volume de vendas total recuou 0,7% na comparação anual, para 2,11 milhões de toneladas. A divisão global de cacau teve queda de 1,8% no volume, para 395,62 mil toneladas, gerando receita de 3,55 bilhões de francos suíços (US$ 4,32 bilhões; queda de 22,2% em moeda constante), contra estimativa do mercado de 3,73 bilhões de francos suíços (US$ 4,54 bilhões). Segundo a companhia, o negócio de cacau registrou recuperação no segundo semestre fiscal (+12,2%), impulsionado pela retomada da demanda por pó de cacau após ajustes de preços.
Já o volume na divisão global de chocolate cedeu 0,5%, para 1,714 milhão de toneladas, com receita de 8,64 bilhões de francos suíços (US$ 10,53 bilhões; baixa de 12% em moeda constante), ante a projeção do mercado de 8,76 bilhões de francos suíços (US$ 10,67 bilhões).
Na América Latina, houve avanço de 1,2% no volume, impulsionado pelo desempenho do quarto trimestre fiscal. Na região Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África, o volume cresceu 9,8%, diante da demanda contínua na Índia e de ganhos de participação de mercado na China. Na Europa Ocidental, o volume subiu 0,2%, e, na Europa Central e Oriental, o avanço foi de 1,1%. Na América do Norte, o volume recuou 6,1%, refletindo gargalos na rede de suprimentos no primeiro semestre fiscal.
Para o ano fiscal 2026/27, a Barry Callebaut disse que espera entregar crescimento no volume de vendas entre 1% e 3%. A empresa também prevê alta de 3% a 5% no Ebit recorrente em moeda constante e avanço de cerca de 30% no lucro recorrente antes de impostos.
*Com informações da Dow Jones Newswires