Flávio propõe calote geral no sistema de crédito; não é possível fazer isso, diz Durigan

22/10/2026 às 16:20 atualizado por Marianna Gualter e Franco Dantas, especial para AE - Estadão | Siga-nos no Google News
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 22, que a proposta do candidato da oposição à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), de congelamento de dívidas de pessoas físicas e jurídicas representaria um calote geral no sistema de crédito brasileiro.

"Não é possível fazer isso", disse Durigan, em entrevista ao portal Metrópoles. Segundo o ministro, o congelamento proposto por Flávio alcançaria um montante próximo a R$ 3 trilhões, o que colocaria em dificuldade o sistema financeiro.

No debate presidencial Band/Estadão, realizado no último domingo, 18, Flávio prometeu que, em um eventual governo, haverá carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas, além de crédito barato e de longo prazo.

Apesar da crítica, Durigan observou que, com exceção do congelamento, a proposta de Flávio tem similaridades com o Desenrola.

"Em parte, ele copiou o que a gente já fez no Desenrola. Eu vi que ele comentou: Ah, não, vai ter parcelas menores que cabem no bolso. Bom, isso aí o Desenrola já fez há muito tempo, não tem novidade, é basicamente copiar o que o Lula fez."

Durigan afirmou que o candidato do PL tem apresentado propostas "vazias" e acusou Flávio de estar "desdizendo" o ajuste que havia sido proposto por sua equipe. "É muito fácil falar, enquanto temos mostrado que temos condição de entregar uma vida melhor para as pessoas e um fiscal melhor para o País."


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