O Congresso da Colômbia aprovou na madrugada desta terça-feira o projeto que define a distribuição de recursos do Orçamento de 2027. A proposta eleva a alocação de recursos para pagamento do serviço da dívida pública, porém mantém o país entre os com maiores déficits fiscais da região.
A distribuição de verbas do orçamento será de 634,9 trilhões de pesos (US$ 201,14 bilhões) do próximo ano, em relação ao orçamento de 555,8 trilhões de pesos para este ano.
A aprovação reforça a posição do presidente Abelardo De la Espriella e representa um rombo de 9,4% do PIB no próximo ano. O governo não especificou quais despesas pretende cortar, embora tenha prometido enviar ao Legislativo, em até três meses, uma iniciativa para reduzir o gasto público em 2,2% do PIB.
O projeto de lei destina 141 trilhões de pesos, cerca de US$ 45 bilhões, para o pagamento da dívida no próximo ano, um aumento em relação aos cerca de US$ 30 bilhões destinados a 2026.
Como os textos aprovados na Câmara e no Senado são idênticos, o presidente da Câmara, Nicolás Barguil, afirmou que não será necessária uma comissão de conciliação.
O ministro da Fazenda, Miguel Gómez, classificou a votação como o primeiro passo para "corrigir o rumo da economia e fazer os ajustes que permitam que a Colômbia volte a crescer". Em publicação no X, ele afirmou que, em termos reais, as despesas de custeio avançam 2,8% e o gasto com o serviço da dívida salta 48% - "uma dívida que este governo não contraiu".
Segundo Gómez, o cenário exige corte de investimentos e "um ambiente de austeridade".