Varejo cai 3,9% em setembro e acumula 16 meses seguidos de retração real, aponta ICVA

13/10/2026 às 12:46 atualizado por Beth Moreira* - Estadão | Siga-nos no Google News
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O varejo brasileiro aprofundou sua trajetória de retração em setembro, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), divulgado nesta terça-feira, 13. De acordo com o indicador, as vendas caíram 3,9% em termos reais, descontada a inflação, na comparação com o mesmo mês de 2025.

O resultado foi o pior para setembro desde 2020, quando o índice registrou queda de 7,9%, e marcou o 16º mês consecutivo de retração real, ainda segundo o ICVA. O desempenho também representou piora em relação a agosto, quando o indicador apontou recuo de 2,2%.

A queda foi disseminada entre os três macrossetores acompanhados pelo índice. O setor de serviços registrou o desempenho mais negativo, com retração real de 9,0% em setembro. Segundo o documento, o resultado foi influenciado principalmente por turismo e transporte, segmento que teve queda real de 13,0%, além do desempenho desfavorável de bares e restaurantes.

Entre bens duráveis e semiduráveis, a redução real foi de 7,3%, refletindo a fraqueza de segmentos como móveis, eletrodomésticos, lojas de departamentos, vestuário e artigos esportivos. Já as vendas de bens não duráveis caíram 0,7% em termos reais, a menor retração entre os três macrossetores, de acordo com o ICVA.

Na comparação por canal de venda, o comércio eletrônico cresceu 5,1% em termos nominais em setembro ante o mesmo período do ano anterior, enquanto o comércio físico registrou recuo nominal de 0,1%.

A queda real do varejo foi observada nas cinco regiões brasileiras. O Sudeste apresentou o resultado mais negativo, com retração de 5,6%, seguido pelo Centro-Oeste (-4,5%) e Nordeste (-3,6%). No Norte, a redução foi de 2,1%, e o Sul registrou a menor queda regional, de 1,0%, segundo o ICVA.

Entre os Estados, São Paulo registrou queda real de 7,1%. Em sentido contrário, o Amapá apresentou crescimento de 4,0%, Rondônia avançou 1,4%, Santa Catarina cresceu 0,7% e Acre teve alta de 0,6%, de acordo com o documento (página 4).

"O resultado de setembro mostra que a retração do varejo continua e ganhou intensidade. A queda atingiu todas as grandes categorias, mas foi significativamente maior em serviços e bens duráveis, enquanto as compras essenciais apresentaram maior resistência. São 16 meses consecutivos de retração real, um sinal de que o consumo permanece pressionado", destaca o vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, Carlos Alves.

Mesmo nesse contexto, o executivo destaca que o comércio eletrônico segue demonstrando maior resiliência, com crescimento nominal de 5,1% em relação a setembro do ano passado.

O ICVA acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro com base nas vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, de pequenos lojistas a grandes varejistas.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado


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