A Grunner, criada em 2018 pelos irmãos Belei, produtores de cana-de-açúcar de Lençóis Paulista (SP), anunciou investimento de R$ 19,5 milhões em nova plataforma de máquinas agrícolas e o lançamento de motores a etanol e biometano.
Segundo a empresa, a mudança amplia alternativas de gestão energética, principalmente para usinas que já produzem etanol ou biometano e podem utilizar esses combustíveis nas próprias operações. A estratégia reduz a exposição às oscilações do diesel nas máquinas usadas intensivamente no campo e amplia o aproveitamento de fontes renováveis geradas dentro das próprias unidades.
Além das novas motorizações, a companhia destinou R$ 4 milhões do investimento total à adoção de uma plataforma específica para aplicação nas máquinas Grunner. Desenvolvida em parceria com a Mercedes-Benz, a estrutura serve de base para o desenvolvimento e a montagem das soluções agrícolas da fabricante.
Até então, os equipamentos utilizavam como ponto de partida uma plataforma concebida originalmente para aplicações rodoviárias e posteriormente customizada pela Grunner para uso no campo. Com a nova arquitetura, a base passa a ser projetada desde a concepção, considerando as características e exigências das operações agrícolas.
A Mercedes-Benz permanece como parceira responsável pela plataforma e pelo fornecimento de motorizações a diesel. A parceira MWM passa a integrar a arquitetura como fornecedora dos motores a etanol e biometano.
O gerente nacional de Vendas e Marketing da Grunner, André Torquetti, afirmou na nota que "etanol e biometano dão às usinas mais alternativas para definir sua estratégia energética. Quem produz o próprio combustível pode avaliar, de acordo com o cenário operacional e econômico, quando utilizá-lo na frota e quando destiná-lo ao mercado. Hoje, o diesel está entre os principais custos da operação agrícola mecanizada. Ao utilizar etanol ou biometano, a usina reduz a exposição a um insumo sujeito a fatores externos e passa a ter maior controle sobre sua matriz energética. É uma decisão que combina inteligência operacional e maior autonomia".