Coronavírus na China derruba bolsas no mundo

No Brasil, Ibovespa despenca para os 114.481 pontos

28/01/2020 - 09:26 | Por Sara Kirchhof - SBA | Siga-nos no Google News
Foto: Athit Perawongmetha/Reuter

A semana começou tumultuada para o mercado financeiro com tensões renovadas em torno do coronavírus que, até o fim da segunda-feira, foi registrado mais de 100 mortos e 4.700 casos confirmados, entre eles, 40 brasileiros que se encontram na China. Outros casos confirmados de contaminação em mais de 10 países segundo dados oficiais (acredita-se que os números possam ser muito maiores).

Durante a tarde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez uma revisão na avaliação de risco para o coronavírus e passou a classificar como “elevado” o risco internacional de contaminação. Investidores estão com receio que a doença se espalhe ainda mais afetando demandas chinesas, o país asiático é a segunda maior potência econômica mundial.

Na China, o conhecido feriado no Ano Novo Lunar, o principal do país asiático, foi prolongado por mais três dias que o normal e as bolsas só devem voltar a funcionar a partir do dia 3 de fevereiro. Muitas empresas optaram por mandar funcionários trabalhar de casa em esquema home office na tentativa de evitar novas contaminações.

No Brasil, o principal índice da Bolsa, o Ibovespa, registrou a maior queda percentual diária em 10 meses, de 3,29% recuando aos 114.481 pontos, enquanto o dólar chegou ao maior patamar em oito semanas durante a sessão, acima dos R$ 4,23, encerrando o dia aos R$ 4,21, com uma alta de 0,58% (dólar comercial).

Praticamente todos os setores perderam na B3, especialmente os segmentos de mineração, siderurgia, viagens, bancos, petróleo e setores ligados à exportação, como os frigoríficos. A maior queda ficou por conta no Grupo Minerva (-8,17%), seguido da Marfrig (-7,27%), JBS (6,83%) e BRF (-6,06%).

O principal impacto negativo na Bolsa ficou por conta dos papeis da Vale e Petrobras que, juntos, somaram perdas de R$ 4,2 bilhões de volume financeiro. A cifra representa 23,9% de todo o giro do Ibovespa na sessão, que totalizou o montante de R$ 17,6 bilhões. Outros países latinos como México e Colômbia também sentiram os impactos.

Nos Estados Unidos, os mercados de ações tiveram o pior dia em mais de três meses, enquanto na Europa, bolsas da Alemanha, França, Itália, Inglaterra, Espanha e Portugal recuaram acima de 2%. No Japão, o índice de ações Nikkei registrou a maior queda diária em cinco meses (-2,03%). Em todos os mercados, houve uma onda generalizada pela venda de ações.

Compartilhar

Últimas Notícias