O governo dos EUA anunciou nesta quinta-feira, 17, novas sanções contra Cuba, mirando empresas estatais ligadas ao setor de níquel e estruturas associadas ao desenvolvimento de capacidades militares. Em declaração, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o regime cubano concentra recursos do país nas mãos de uma elite militar e direciona receitas da exploração mineral para sustentar o aparato de segurança.
De acordo com o Departamento de Estado, foram sancionados 11 alvos, entre oito entidades e três dirigentes militares. No campo da defesa, a lista inclui quatro organizações descritas como voltadas a pesquisa, desenvolvimento e produção para as Forças Armadas cubanas, abrangendo atividades como simuladores e treinamento, projetos navais, modernização de armamentos de infantaria e fabricação de eletrônicos e comunicações: SIMPRO, CIDNAV, CIDAI e GELCOM. Também foram incluídos três oficiais apresentados como responsáveis por essas estruturas: Joaquin Francisco Cancio Monteagudo, Dioglis Pedrera Arguello e Julio Hurtado Betancourt.
No eixo econômico, Washington mirou o que chamou de cadeia de exploração do níquel, apontada como fonte de moeda forte para o governo cubano. Entraram na relação SERCONI, CEPRONIQUEL, CEDINIQ e PINARES S.A., citadas como prestadoras de serviços ao setor, empresas de engenharia e projetos, centros de pesquisa e companhias de prospecção mineral.
Segundo a nota, a sanção prevê bloqueio de bens e interesses dos alvos que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos e empresas americanas. Em geral, ficam proibidos negócios e pagamentos envolvendo os sancionados, salvo em casos autorizados por licenças. O Departamento também advertiu que estrangeiros que façam transações com os alvos podem enfrentar restrições e lembrou que seguem em vigor as regras do embargo americano a Cuba.
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