Vendas de imóveis sobem 67% e lançamentos avançam 45,9% em julho, mostra Secovi-SP

15/09/2026 às 12:51 atualizado por Circe Bonatelli - Estadão | Siga-nos no Google News
:

O mercado imobiliário da cidade de São Paulo mostrou uma forte expansão das vendas e dos lançamentos em julho, de acordo com pesquisa divulgada pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP) nesta terça-feira, 15.

As vendas de imóveis residenciais novos em julho subiram 67,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 10,3 mil unidades. No acumulado dos últimos 12 meses, a comercialização cresceu 6%, chegando a 118,1 mil unidades.

A velocidade de vendas (que mede a quantidade de unidades vendidas em relação ao estoque disponível) foi a 56,3%. O patamar está abaixo do 62,5% verificado um ano antes, quando marcou 62,5%.

Por sua vez, os lançamentos em julho aumentaram 45,9% na comparação anual, para 8,3 mil unidades. No acumulado dos últimos 12 meses, os lançamentos tiveram alta de 18%, totalizando 146,3 mil unidades.

Com mais lançamentos do que vendas nos últimos meses, o estoque de imóveis novos cresceu 42% em um ano, para 90,6 mil unidades em julho. Quase a totalidade são empreendimentos na planta ou em obras.

Alavanca

O que mais tem puxado o mercado para cima é o Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

As vendas de imóveis dentro do programa habitacional cresceram 22% no acumulado dos últimos 12 meses até julho, chegando a 81,7 mil unidades. Com isso, o MCMV já responde por 69% das vendas de imóveis novos na capital paulista.

No caso dos lançamentos, os projetos dentro do MCMV subiram 33%, para 99,6 mil unidades. Eles representaram 68% do total de lançamentos.

Já os empreendimentos do setor de médio e alto padrão estão em baixa. As vendas nos últimos 12 meses recuaram 18%, para 36,5 mil unidades, enquanto os lançamentos encolheram 5%, para 46,7 mil.

O Minha Casa, Minha Vida foi turbinado nos últimos anos, garantindo recordes. Houve redução dos juros, ampliação das faixas de rendas dos beneficiários e dos tetos de preços dos imóveis, além da criação da faixa 4 para atender uma parte das famílias de classe média.

Por sua vez, os empreendimentos do setor de médio e alto padrão são financiados com linhas de mercado. Portanto, a subida das taxas de juros tem inibido os negócios no segmento.

No ritmo atual das vendas, o estoque seria suficiente para abastecer a demanda por 8 meses no caso de empreendimentos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida (patamar estável). Já fora do programa, no médio e alto padrão, o estoque equivale a 13 meses de venda (em dezembro, eram 11 meses).


Últimas Notícias

Whatsapp