Agricultura

Indústria de rações quer facilidade para comprar milho dos EUA em 2020

Zani explicou que as empresas já admitem a possibilidade de importação de outros países

23/12/2019 - 17:41 | Por Valter Puga Jr - SBA | Siga-nos no Google News

As indústrias de rações já se preparam para aumento da demanda de milho em 2020, e já estimam que o Brasil poderá comprar milho dos Estados Unidos. É que as fábricas de rações estão preocupadas com a apertada oferta de milho nos primeiros meses do próximo ano.

O Sindicato Nacional das Indústrias de Alimentação Animal, o Sindirações, já encaminhou solicitação ao Ministério da Agricultura para que providencie a simplificação e agilização no desembaraço aduaneiro nas importações de milho dos Estados Unidos.
O vice presidente executivo do Sindirações, comentou com o jornalista Giovanni Lorenzon, do Money Times, que as 10 milhões de toneladas que o setor precisará já entrará no primeiro trimestre “com contabilidade apertada”.

Ao Canal do Boi, Zani explicou que as empresas já admitem a possibilidade de importação de outros países, como Paraguai e Argentina, mas no caso de importação de milho dos Estados Unidos há dificuldade burocrática e de cumprimento de normas, e é bom “se antecipar”.
PREÇO DO MILHO SOBE COM ARGENTINA E ETANOL -- Para Zani, como se espera que as exportações brasileiras de milho atinjam volume de 42 milhões de toneladas, há mesmo o risco de um déficit no mercado interno. Para ele, uma coisa é certa: os preços estarão mais altos nos primeiros meses de 2020. E isso independente de algum conforto nos estoques.

Fora a preocupação com a demanda interna por milho para atender o mercado interno e externo de proteina animal – estima-se que a indústrias de rações crescerá cerca de 5% -- há estimativas surpreendentes de crescimento da demanda por milho destinado a produção de etanol.

E mais: a alternativa do milho argentino, que já é alvo de compras nas importações diretas de produtores de suínos, fica em impasse agora com as ‘retenciones’ determinadas pelo novo governo da Argentina. O imposto cobrado nas exportações pelo novo governo, elevando alíquota para 9%, ainda gera dúvida sobre se haverá repasse ou não pelos produtores.

O Money Times destaca que o pedido feito ao Ministério da Agricultura, apresentado no fim do mês passado para o milho não-transgênico, ganhou sentido de urgência no Sindirações com o anúncio, na última semana, do primeiro embarque brasileiro de DDGs (27,5 mil/t), coproduto da produção de etanol de milho, pela Inpasa, de Sinop (MT), uma das maiores processadoras de biocombustível de milho.

“Acende uma luz amarela”, disse Zani ao Money Times, com o paralelo: “estamos atentos à evolução da produção de etanol de milho no Brasil e a configuração desse verdadeiro rali: agricultura energética (milho para etanol) versus agricultura alimentar (milho para feed/food)”.

Com informações Money Times

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