O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, reforçou que as medidas anunciadas para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio nos combustíveis não dependem de espaço fiscal adicional. "Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional", declarou em coletiva há pouco.
Ele repetiu que o preço final da gasolina ao consumidor no Brasil é mais baixo em relação a outros países afetados pelo contexto geopolítico no Oriente Médio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou mais cedo um decreto que reduz tributos sobre a gasolina e o etanol hidratado e uma Medida Provisória (MP) que autoriza nova subvenção ao diesel.
O governo, ao justificar as novas medidas, citou "a persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e das restrições à oferta de combustíveis decorrentes de conflitos geopolíticos". Agora, os ministros da Fazenda, Dario Durigan, do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, concedem entrevista coletiva à imprensa sobre as medidas.
Dario Durigan reforçou que o anúncio busca "proteger" a população diante da escalada da cotação do Brent, pressionando pelo contexto de guerra. Ele também declarou que o governo está adotando como boa prática "medidas limitadas e temporárias". A perspectiva é suavizar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis no Brasil.