Chuva avança sobre o Sul e Sudeste, mas irregularidade ainda preocupa início do plantio no Brasil Central

Algumas áreas agrícolas de Mato Grosso e Goiás podem enfrentar atrasos no início do plantio da safra de verão

04/09/2026 às 10:09 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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Nos próximos dias, o avanço de um sistema frontal deve provocar chuva em áreas do Sul e do Sudeste do Brasil. Ao longo de setembro, outros sistemas frontais também devem avançar pelo continente e terão papel importante na reposição gradual da umidade nas áreas centrais do País.


Com a passagem desses sistemas, a combinação entre maior disponibilidade de umidade e aquecimento entre os períodos de chuva favorece o aumento da instabilidade e a ocorrência de tempestades de forma irregular e localizada sobre o Brasil Central. No entanto, esse cenário ainda não representa o início efetivo da estação chuvosa na região. A expectativa é de uma distribuição bastante irregular das precipitações, com alternância entre episódios de chuva e períodos mais secos.


Essa característica merece atenção especialmente para o início do plantio da soja em Mato Grosso e Goiás. A irregularidade das chuvas pode dificultar uma reposição consistente da umidade do solo e aumentar o risco para a implantação das lavouras, principalmente nas áreas de sequeiro, que dependem exclusivamente das precipitações.


De acordo com as previsões mais recentes da Ampere Meteorologia, em Primavera do Leste (MT) e Jataí (GO), os volumes de chuva projetados para os próximos sete dias ainda não serão suficientes para recuperar nem 10% da umidade do solo. Dessa forma, seriam necessárias chuvas mais volumosas e, principalmente, com maior frequência para promover uma recuperação hídrica consistente. Pelas previsões atuais, uma mudança mais favorável nesse sentido é esperada a partir de outubro.


Nesse contexto, algumas áreas agrícolas de Mato Grosso e Goiás podem enfrentar atrasos no início do plantio da safra de verão, caso a irregularidade das chuvas persista e a umidade do solo não seja recomposta de maneira adequada.


Em contrapartida, no Sul e em parte do Sudeste, as condições hídricas são, de maneira geral, satisfatórias para o desenvolvimento das atividades agrícolas. O destaque fica para a previsão de acumulados expressivos de chuva no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. A chuva nessas áreas tende a ser acompanhada por temperaturas mais amenas, contribuindo para a manutenção das condições hídricas.


“A chuva nessas áreas é importante para repor a umidade do solo antes do plantio da nova safra, mas precipitações excessivas ou muito frequentes também podem dificultar a entrada das máquinas no campo e atrasar a semeadura”, afirma a agrometeorologista da Ampere Meteorologia Amanda Balbino.
Para as lavouras de trigo em fase final de maturação ou enchimento de grãos, o excesso de chuva e a elevada umidade neste período aumentam a preocupação com a ocorrência de doenças fúngicas, especialmente nas áreas onde os períodos de tempo úmido forem mais prolongados.


Mais ao Sul, o frio passa a ser outro fator de atenção. Há potencial para ocorrência de geadas de fraca a moderada intensidade no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina entre os dias 6 e 8 de setembro, o que exige atenção principalmente nas áreas mais suscetíveis e nas culturas em estágios sensíveis às baixas temperaturas.

 

Informações: Assessoria Ampere Meteorologia


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