
O No Rastro da Pecuária chegou a Ariquemes-RO na quinta-feira, 27 de agosto, para a quarta e última etapa de 2026. Foi um dia inteiro de programação, reunindo produtores, técnicos, consultores e demais agentes do setor em torno de um percurso que foi da cria à terminação, passando por gestão do negócio, nutrição, tecnologia e mercado.
Por trás do desempenho: indicadores, gestão e nutrição
O bloco da manhã começou pela cria. Diego Rossin, da Scot Consultoria, apresentou os dados e as tendências observadas na expedição Circuito Cria e discutiu para onde o segmento está caminhando. Na sequência, Vitor Melo e Lucas Braido, da Allflex/MSD Saúde Animal e da Terra Desenvolvimento Agropecuário, trataram do controle individual e dos principais indicadores para a gestão do negócio, e Rafael Quaquio, da Fazenda Nicomar, apresentou um case sobre a construção de uma cria eficiente.

Depois do intervalo, a nutrição ocupou o centro da programação. Gustavo Oliveira, da FS Fueling Sustainability, abordou o uso de coprodutos de etanol de milho e Pedro Gonçalves, da Scot Consultoria, voltou ao tema com uma leitura sobre o mercado desses coprodutos. Entre as duas apresentações, Vinícius Arrais, da Ourofino, discutiu as principais causas de morbidade no confinamento, o impacto do estresse e os fatores que derrubam o desempenho animal.

Estratégias, tecnologia e mercado
À tarde, Emanuel Oliveira e João Marcos, da Trouw Nutrition, trataram das estratégias de suplementação na recria para acelerar ganho, diluir o ágio e melhorar o giro do capital, mostrando como a nutrição protege a margem em cenários de reposição em alta. O tema foi complementado pelo case apresentado por Caio Vargas, da Trouw Nutrition e Aguinaldo Munhoz, da BigTrading, sobre intensificação para aumentar o giro e a liquidez da produção.

Thercio Freitas, da John Deere, abordou mecanização, agricultura de precisão e eficiência operacional na produção de volumoso e no manejo. Eli Rosa, da Azul Pack, tratou das perdas invisíveis na conservação e na armazenagem de alimentos e do impacto direto sobre o custo de produção, discutindo como reduzir perdas e maximizar o retorno do confinamento.
Após o segundo intervalo, Pedro Gonçalves, da Scot Consultoria, apresentou uma leitura do ciclo pecuário, da relação entre reposição e boi gordo e dos custos de produção, respondendo à pergunta que dá título à palestra: o que vem por aí para o boi gordo em 2026. O bloco de palestras foi encerrado por Jaime Bagattoli, senador por Rondônia, que participou como produtor convidado.

Debate entre analistas e produtores
O dia terminou com um debate, mediado por Diego Rossin, da Scot Consultoria, com a participação de Aguinaldo Munhoz, Jaime Bagattoli e Pedro Gonçalves.

Rondônia no mapa da pecuária
A escolha de Ariquemes para encerrar a temporada está ligada à relevância de Rondônia para a pecuária nacional. O estado possui o sexto maior rebanho bovino do país, com 18,1 milhões de cabeças, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) de 2023, do IBGE. Além disso, Ariquemes no cenário nacional está entre os cem municípios brasileiros com os maiores rebanhos, com mais de 600,0 mil cabeças.

Com Ariquemes, o No Rastro da Pecuária conclui o calendário de 2026.
Mais informações: norastrodapecuaria.scotconsultoria.com.br
Fotos: Bela Magrela
Informações: Scot Consultoria