O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta segunda-feira, 31, que a equipe econômica não está contando com nenhuma medida nova para receitas, que dependeria de aprovação do Congresso, como em outros exercícios. Segundo ele, essa condição aumenta o grau de confiança de que será possível entregar o superávit primário previsto pelo Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2027, de R$ 18,6 bilhões.
"A gente acha muito factível entregar um resultado superavitário", disse o ministro, em coletiva sobre o PLOA. "Temos muita confiança de que ano que vem nós teremos um orçamento equilibrado, com receitas primárias performando acima do volume total de despesas primárias", afirmou em seguida.
O ministro também observou que o aumento de R$ 183,8 bilhões em relação a 2026 estimado para o limite de despesas considera R$ 10,4 bilhões condicionados à projeção para o IPCA acumulado entre junho e dezembro deste ano, por regra do arcabouço.
Moretti ponderou ainda que o PLOA não considera um brent em "patamares extraordinários" em razão dos conflitos geopolíticos. Para o documento, foi considerada uma estimativa de US$ 70 para a métrica, detalhou.