Neste sábado, o Rio Grande do Sul terá atenção voltada para as instabilidades, com previsão de chuva frequente e volumosa, principalmente nas regiões Centro-Norte, Serra, Planalto, Vales, Norte e Noroeste. Há risco de chuva forte e persistente, temporais, granizo, rajadas de vento e elevados acumulados, além da possibilidade de alagamentos, inundações e deslizamentos. Nas áreas produtoras, o excesso de chuva pode interromper as atividades no campo, provocar encharcamento do solo e dificultar o preparo das áreas e a semeadura do milho de primeira safra e do feijão.
Em Santa Catarina, o tempo também permanece mais instável, especialmente nas áreas próximas ao Rio Grande do Sul. No Paraná, por outro lado, as condições devem ser mais estáveis.
No Sudeste, o tempo segue firme e bastante quente, com poucas nuvens na maior parte da região. A previsão indica apenas chuvas fracas e isoladas em pontos do Espírito Santo, sul de Minas Gerais e nordeste de São Paulo. O cenário favorece a colheita e a secagem do café, além das operações de corte, carregamento, transporte e moagem da cana-de-açúcar. A presença de sol também contribui para as atividades nas áreas remanescentes de milho e feijão. Em contrapartida, o calor e o tempo mais seco aumentam a perda de umidade do solo e o risco de incêndios.
No Centro-Oeste, o tempo quente e seco predomina e favorece a reta final da colheita do milho segunda safra, a redução da umidade dos grãos, o transporte e o escoamento da produção, além das operações com cana e feijão. Algumas pancadas isoladas podem ocorrer no extremo sudoeste de Mato Grosso e no oeste e sudoeste de Mato Grosso do Sul. O calor intenso e a baixa umidade, porém, mantêm a preocupação com a perda de umidade do solo.
No Nordeste, a massa de ar seco mantém os índices de umidade baixos, principalmente no interior da Bahia e no Piauí. A umidade vinda do oceano pode provocar pancadas rápidas e de baixo volume entre Natal, o litoral da Paraíba, Pernambuco e Ceará, além da faixa litorânea da Bahia. No Matopiba, o tempo seco favorece as operações com milho e algodão, mas a baixa umidade do solo e do ar eleva o risco de queimadas e exige atenção ao estresse hídrico nas áreas mais secas.
Na Região Norte, as instabilidades ficam mais concentradas no norte de Roraima e nas áreas oeste e noroeste do Amazonas, com previsão de chuva moderada a forte e possibilidade de temporais. No Acre e em áreas de Rondônia, as chuvas devem ser mais fracas e isoladas. Nas regiões produtoras mais chuvosas, a precipitação contribui para a manutenção da umidade do solo. Já no Tocantins e no sudeste do Pará, o calor intenso e a baixa umidade predominam.
Informações: Climatempo