
São Paulo, 26 - A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou novamente para baixo a estimativa de exportação de soja pelo Brasil em agosto, para 10,25 milhões de toneladas, ante 10,56 milhões de toneladas projetadas na semana anterior. É a segunda redução semanal seguida, após a projeção ter chegado a 10,88 milhões de toneladas no início do mês. Mesmo com o ajuste, o volume representa alta de 26,4% em relação às 8,11 milhões de toneladas embarcadas em agosto de 2025. Na comparação com julho deste ano, quando o Brasil exportou 12,04 milhões de toneladas, a nova estimativa indica recuo de 14,9%. De janeiro a julho, os embarques de soja somaram 84,62 milhões de toneladas, alta de 5,8% ante as 79,99 milhões de toneladas do mesmo período de 2025. Considerando a estimativa para agosto, o total de janeiro a agosto chega a 94,87 milhões de toneladas, crescimento de 7,7% ante as 88,10 milhões de toneladas embarcadas no mesmo intervalo do ano passado. Para o milho, a Anec também reduziu a projeção de agosto, para 5,45 milhões de toneladas, ante 5,63 milhões de toneladas estimadas na semana anterior. Apesar do corte, o volume segue bem acima das 2,89 milhões de toneladas exportadas em julho, refletindo a maior presença do cereal no fluxo portuário com o avanço da segunda safra. Na comparação anual, porém, a estimativa representa queda de 25,7% ante as 7,34 milhões de toneladas embarcadas em agosto de 2025. De janeiro a julho, o Brasil exportou 9,12 milhões de toneladas de milho, recuo de 5,4% ante as 9,63 milhões de toneladas do mesmo período de 2025. Com a estimativa de agosto incorporada, o total de janeiro a agosto soma 14,56 milhões de toneladas, queda de 14,2% ante as 16,97 milhões de toneladas embarcadas no mesmo intervalo do ano passado.