A confirmação da atuação do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 acende um sinal amarelo para a gestão de solos nas propriedades rurais brasileiras. As alterações drásticas no regime de chuvas prometem impor condições extremas que, se não combatidas preventivamente, podem causar severa degradação da camada fértil do solo.
A complexidade do cenário reside no contraste geográfico do impacto climáticos. Na Região Sul, o volume excessivo de precipitações aumenta drasticamente os riscos de erosão hídrica, lixiviação de nutrientes e compactação pelo tráfego de máquinas pesadas em solo encharcado. Por outro lado, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Matopiba, a estiagem prolongada e a baixa umidade expõem a terra à erosão eólica e ao estresse térmico.
Para proteger a estrutura física e biológica da lavoura, especialistas reforçam a necessidade imediata de reforçar o Sistema Plantio Direto (SPD), garantindo cobertura espessa de palhada, terraceamento adequado e rotação de culturas diversificada.
Para explicar as melhores técnicas de conservação e manejo do solo para enfrentar o El Niño, a jornalista Valeria Benites conversou com José Paulo Marsola, professor da FAENG/UFMS. Assista à entrevista na íntegra e proteja seu patrimônio agrícola no vídeo: