
Os preços médios nacionais dos combustíveis mantiveram trajetória de queda na segunda semana de agosto. Na semana encerrada em 15 de agosto, a gasolina comum chegou a R$ 6,65 por litro, o menor preço médio desde a segunda semana de março. O diesel S-10 recuou para R$ 6,92 por litro, o menor patamar médio desde a primeira semana de março. Já o etanol caiu para R$ 4,02 por litro, renovando a menor média nacional desde a primeira semana de julho de 2024. Para quem dirige veículo flex, a queda mais intensa do etanol ampliou sua vantagem relativa frente à gasolina.
Os dados são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), e mostram que, na segunda semana de agosto, em comparação com a última semana de julho, o preço médio nacional da gasolina passou de R$ 6,68 para R$ 6,65 por litro, queda de 0,43%. O diesel S-10 recuou de R$ 6,97 para R$ 6,92, redução de 0,69%, enquanto o etanol passou de R$ 4,11 para R$ 4,02 por litro, queda de 2,03%.
O destaque do movimento dos preços recente continua sendo o etanol. Entre a semana encerrada em 31 de março e a segunda semana de agosto, seu preço médio nacional do combustível caiu de aproximadamente R$ 4,80 para R$ 4,02 por litro, uma redução de 16,2%. O patamar atual é o menor desde a primeira semana de julho de 2024, quando a média nacional estava em R$ 3,95 por litro.
A queda mais intensa do etanol também ampliou sua vantagem relativa diante da gasolina. O Indicador de Custo Benefício-Flex Flex, que compara os preços médios dos dois combustíveis, recuou de 65,2% na última semana de julho para 64,4% na segunda semana de agosto, uma redução de 0,8 ponto percentual. Pelo critério indicativo do Monitor, relações de preço abaixo de 70% favorecem o abastecimento com etanol, considerando as diferenças entre rendimento e preços dos dois combustíveis.
Essa relação varia de forma importante entre os estados. Em Mato Grosso, por exemplo, o preço médio do etanol correspondeu a 55,0% do preço médio da gasolina. São Paulo aparece em seguida, com 57,1%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 61,4%, Paraná, com 61,8%, e Minas Gerais, com 63,5%. Nesses mercados, a relação de preços é mais favorável ao etanol do que na média nacional.
São Paulo também apresentou o menor preço médio do etanol entre as unidades federativas com dados disponíveis, a R$ 3,70 por litro, seguido por Mato Grosso, a R$ 3,77, e Minas Gerais, a R$ 4,05. Na gasolina comum, os menores valores médios foram observados no Rio Grande do Sul, a R$ 6,33, em Minas Gerais, a R$ 6,38, e em Santa Catarina, a R$ 6,47.
No caso do diesel S-10, o menor preço médio foi registrado no Rio Grande do Sul, a R$ 6,38 por litro, seguido por Santa Catarina, a R$ 6,64, e Goiás, a R$ 6,81. Na outra ponta, o Acre apresentou a maior média, de R$ 8,13 por litro, uma diferença de aproximadamente R$ 1,75 em relação ao menor valor estadual.
As diferenças regionais permanecem expressivas. No etanol, os preços médios estaduais variaram de R$ 3,70 em São Paulo a R$ 5,53 em Sergipe. Na gasolina comum, a amplitude foi de R$ 6,33 no Rio Grande do Sul a R$ 7,80 em Roraima; e, no diesel S-10, de R$ 6,38 no Rio Grande do Sul a R$ 8,13 no Acre. Assim, a queda das médias nacionais não se traduz com a mesma intensidade em todas as regiões.
Na média nacional, o movimento de agosto combina recuos mais moderados da gasolina e do diesel S-10 – que ainda não foram suficientes para reverter as altas acumuladas desde o início do conflito internacional no Oriente Médio - com uma queda mais intensa do etanol, impulsionado pelas condições de Safra 2026/27 da cana-de-açúcar e pela expansão da oferta doméstica do biocombustível. Para os motoristas de veículos flex, o aumento da diferença entre os preços dos dois combustíveis ampliou a vantagem relativa.
Com a leitura da segunda semana de agosto, a gasolina comum e o diesel S-10 retornaram aos menores preços médios observados em cerca de cinco meses, enquanto o etanol passou a operar no menor patamar médio em pouco mais de dois anos. O resultado reforça a trajetória recente de queda dos preços monitorados, com destaque para o biocombustível, que tem se consolidado frente à gasolina como escolha preferencial no cenário nacional, especialmente para quem dirige e abastece em estados do Sudeste e Centro-Oeste.
Acesse os dados semanais do Monitor de Preços dos Combustíveis aqui.
Informações: Assessoria Veloe