Dólar à vista vira e passa a cair após fraco payroll dos EUA

No ambiente doméstico, a disputa acirrada entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno de domingo mantém um pano de fundo de cautela no mercado financeiro

02/10/2026 às 09:47 atualizado por Silvana Rocha - Estadão | Siga-nos no Google News
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O dólar perdeu força e passou a cair no mercado à vista, com mínima a R$ 5,2040 (-0,31%), na manhã desta sexta-feira, 2, acompanhando o DXY, após o relatório de empregos payroll mostrar que os EUA criaram 29 mil vagas em setembro, muito abaixo da previsão: de 85 mil. O dado deve reforçar apostas em manutenção de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) neste mês.

 

No ambiente doméstico, a disputa acirrada entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno de domingo mantém um pano de fundo de cautela no mercado financeiro.

 

A fraca produção industrial brasileira fica em segundo plano. A produção industrial caiu 0,6% em agosto ante julho, pior que o piso de -0,5% das projeções, cuja mediana era de +0,1%. Na comparação anual, recuou 1,2%. No acumulado do ano, porém, ainda sobe 0,8%, enquanto em 12 meses avança 0,6%.

 

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou em cinco das sete capitais pesquisadas no fim de setembro, segundo a FGV, e subiu de 0,52% para 0,67% na passagem da terceira para a quarta quadrissemana.

 

No exterior, a União Europeia rejeita uma eventual proibição dos EUA às exportações de diesel e diz que participará de uma possível liberação coordenada de estoques pela AIE.

 

Na máxima, logo após a abertura dos negócios, o dólar à vista chegou a atingir R$ 5,2345 (alta de 0,27%).


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