O produtor rural brasileiro enfrenta um cenário desafiador para o planejamento financeiro e nutricional da próxima safra. A combinação entre dependência do mercado externo, instabilidades geopolíticas e a elevação contínua nos preços dos fertilizantes químicos tem forçado as propriedades a buscarem alternativas para otimizar o uso dos insumos no campo.
Dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) apontam que, no primeiro quadrimestre de 2026, o Brasil entregou 12,3 milhões de toneladas de adubos ao mercado interno, enquanto a produção nacional de fertilizantes intermediários registrou um recuo expressivo de 14,4%. Ao mesmo tempo, o preço médio das importações disparou, alcançando US$ 441 por tonelada no meio do ano — um aumento de 26% em comparação ao mesmo período de 2025.
Diante desse gargalo orçamentário, a prática da gessagem (aplicação do pó de gesso agrícola) volta ao centro das atenções como uma ferramenta altamente eficiente para potencializar o aproveitamento dos nutrientes já presentes no solo.
Diferente do calcário, que atua na camada superficial, o gesso tem alta mobilidade no perfil do solo. Ele atua neutralizando o alumínio tóxico nas camadas mais profundas e fornecendo cálcio e enxofre, o que estimula as raízes das plantas a crescerem mais fundo. Com raízes mais profundas, a lavoura absorve água e adubo com muito mais eficiência, reduzindo o desperdício dos fertilizantes mais caros.
Para entender como utilizar o pó de gesso de forma correta e maximizar a eficiência nutricional na sua propriedade, a apresentadora Valeria Benites conversou com o engenheiro agrônomo Fernando Guerra. Assista à entrevista completa no vídeo abaixo: