Ouro fecha em baixa com juros dos títulos públicos em nível elevado e alta do petróleo

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 1,19%, a US$ 4.420,6 por onça-troy

18/08/2026 às 14:56 atualizado por Matheus Andrade, especial para a AE - Estadão | Siga-nos no Google News
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O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta terça-feira, 18, em sessão na qual os juros dos títulos públicos permanecem em nível elevado, acompanhando um avanço nos preços do petróleo e as perspectivas que não sugerem um acordo em breve para a navegação no Estreito de Ormuz.

 

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 1,19%, a US$ 4.420,6 por onça-troy. A prata para setembro recuou 3,31%, a US$ 64,037 por onça-troy.

 

O rendimento do bund alemão de 10 anos renovou máxima em 15 anos e o gilt britânico de 30 anos atingiu máxima em três meses, um depois de o T-bond americano de 30 anos ter voltado ao patamar de 2007. Ao longo da sessão, por sua vez, os juros dos Treasuries perderam ímpeto após dados nos EUA e em dia que antecede a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed).

 

Sobre o conflito no Oriente Médio, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não há "conversas ou negociações" em andamento - nem previstas - com o Irã. O republicano disse ainda que o bloqueio naval "permanece em pleno vigor" e que Ormuz está "aberto e operando", postando ainda um mapa da região em que se lê "novo território americano".

 

Embora as expectativas de taxas de juros refletidas nos contratos futuros de Fed Funds tenham subido ligeiramente nos últimos dias, elas permanecem bem abaixo dos níveis de fim de julho, aponta o Commerzbank.

 

"Pode ser, por exemplo, que o mercado duvide que o Federal Reserve (Fed) elevará os juros o suficiente para combater a inflação de forma eficaz. Outra explicação possível reside nos riscos fiscais - notadamente o aumento da dívida pública -, que também tendem a impedir uma elevação mais expressiva das taxas básicas de juros. Ambas as explicações seriam claramente favoráveis ao ouro", avalia o banco.


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