10/09/2026 às 19:35 atualizado por
Equipe AE
- Estadão |
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São Paulo, 10 - A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) informou nesta quinta-feira que voltou a receber relatos de produtores rurais sobre restrições e atrasos na entrega de óleo diesel no Estado, no momento em que começa o plantio da safra de verão. "O plantio tem uma janela que não pode ser adiada indefinidamente. Sem diesel, o produtor perde o momento adequado, pode reduzir a área plantada e comprometer a produtividade", disse o presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, em vídeo divulgado nas redes sociais da entidade.
Ele lembrou que o problema já tinha sido registrado no início do ano. "Em plena colheita de arroz e soja, enfrentamos uma situação semelhante. Naquele momento, havia informação oficial de que existiam estoques no Estado, mas o combustível não chegava às propriedades", afirmou.
O presidente da Farsul apontou ainda um segundo efeito da escassez: o encarecimento do combustível para quem consegue comprá-lo. "Quem ainda consegue receber o combustível pode ter de pagar mais caro. Isso aumenta o custo das máquinas, do transporte, do plantio e de toda a cadeia de produção." Na avaliação da entidade, os dois cenários, falta de diesel e combustível mais caro, convergem para o risco de pressão sobre os preços dos alimentos.
O presidente da Farsul também comentou a medida do governo federal de instituir uma subvenção de R$ 1 por litro para produtores e importadores de diesel. "A medida é necessária, mas precisa produzir resultado concreto. O benefício deve aparecer no preço e, principalmente, o combustível precisa chegar até o produtor", disse.