Apta: superávit do agronegócio paulista é de US$ 12,16 bi de janeiro a julho

12/08/2026 às 15:43 atualizado por Equipe AE - Estadão | Siga-nos no Google News
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São Paulo, 12 - O agronegócio paulista registrou exportações de US$ 15,63 bilhões nos primeiros sete meses de 2026, enquanto as importações alcançaram US$ 3,47 bilhões. Com esse desempenho, o setor apresentou superávit de US$ 12,16 bilhões. No período, o agronegócio respondeu por 37,2% do total das exportações do Estado, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,6%, informa em comunicado a Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 23,6% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$ 3,68 bilhões. Deste total, o açúcar representou 94,3% e o álcool etílico, etanol, 5,7%. O setor de carnes veio logo em seguida com 17,2% das vendas externas do setor, totalizando US$ 2,68 bilhões, com a carne bovina respondendo por 83,7%. O complexo soja teve participação de 13,9% do total exportado, registrando US$ 2,17 bilhões, 82,6% referentes à soja em grãos e 11,5% de farelo de soja. Produtos florestais representaram 12,3% do valor exportado, com US$ 1,91 bilhão, com 62,5% de celulose e 30,7% de papel. Os sucos responderam por 7,0% de participação, somando US$ 1,09 bilhão, dos quais 96,1% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 79,7% das exportações do agronegócio paulista. O café ocupa a sexta posição, com 5,7% de participação na pauta de exportações, somando US$ 893,75 milhões, 64% referentes ao café verde e 30,7% de café solúvel. As variações nos valores exportados, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos nas vendas dos grupos de soja (+20,2%), carnes (+16,3%) e produtos florestais (+8,2%), além de quedas nos grupos de sucos (-40,0%), sucroalcooleiro (-20,7%) e café (-19,0%). A China é o principal destino das exportações paulistas no período, com 27,5% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e produtos do setor sucroalcooleiro. A União Europeia aparece em seguida, com 14,1% de participação, enquanto os Estados Unidos responderam por 10%.

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