Super El Niño faz com que o agro intensifique uso de inteligência de dados para evitar perdas

Com 99% de probabilidade de durar até 2027, fenômeno causa seca no Centro-Oeste e chuvas no Sul, exigindo tecnologia para conter perdas

12/08/2026 às 16:34 atualizado por Junior Souza - SBA | Siga-nos no Google News
:

O agronegócio brasileiro está sendo forçado a recalcular a rota de planejamento da safra 2026/27. Uma nota técnica da Embrapa, fundamentada em dados da NOAA, aponta probabilidade de 97% a 99% de que o Super El Niño permaneça ativo até o início de 2027. O alerta ganha contornos dramáticos com projeções da MetSul Meteorologia indicando que este pode ser o episódio mais severo do fenômeno em 150 anos.

A grande complexidade da safra reside no contraste geográfico: enquanto os produtores do Sul enfrentam temporais volumosos e risco de enchentes, as regiões Centro-Oeste, Norte e Matopiba preparam-se para o agravamento da estiagem e da baixa umidade do solo.

Para sobreviver a esse cenário extremo e proteger a margem financeira, as fazendas estão adotando em ritmo acelerado tecnologias de monitoramento de dados em tempo real, sensores de umidade de solo e inteligência preditiva para ajustar o plantio e otimizar os insumos.

Para explicar como a tecnologia baseada em dados salva a produtividade no campo, a jornalista Valeria Benites conversou com o doutor em Ciências pela UFSM e CEO da Zeit, Renan Buque Pardinho. Assista à reportagem completa no vídeo abaixo:


Últimas Notícias

Whatsapp