
São Paulo, 12/08/2026 – As importações chinesas de carne bovina provenientes do Brasil atingiram 90% do volume da cota anual estabelecida para 2026 no âmbito das medidas de salvaguarda comerciais, informou ontem (11) o Ministério do Comércio da China (Mofcom). A marca foi registrada na segunda-feira (10), confirmando o consumo acelerado do limite fixado para o mercado brasileiro.
Pelas regras de salvaguarda anunciadas pelo governo chinês, no terceiro dia após os embarques brasileiros atingirem 100% da cota anual – estipulada em 1,106 milhão de toneladas -, uma tarifa adicional de 55% será aplicada sobre a alíquota tarifária vigente. O tributo extra soma-se ao imposto de importação tradicional de 12% e à taxa interna chinesa de 9%, patamar que a indústria frigorífica nacional avalia ser proibitivo para a continuidade das exportações ao país asiático.
O salto do nível de 80% – atingido em 21 de julho – para 90% em menos de três semanas reforça a proximidade do teto operacional para 2026, cujo volume total é aproximadamente 35% menor do que o 1,70 milhão de toneladas embarcado pelo Brasil para a China em 2025. Em razão do risco de os contêineres desembarcarem em portos chineses após o esgotamento do teto tarifário, frigoríficos brasileiros têm ajustado o ritmo das operações, recorrendo a estratégias como redução de turnos, férias coletivas e suspensão de contratos.