A mudança no ciclo pecuário e a consequente redução na oferta de bovinos prontos para o abate configuram-se como o principal pilar de sustentação para os preços do boi gordo ao longo de 2026. A baixa disponibilidade de lotes terminados no campo fortalece as negociações em toda a cadeia produtiva.
No mercado externo, embora as limitações da cota chinesa tenham provocado uma redução de 17% no volume exportado de carne bovina em julho, a receita em dólares recuou apenas 5,5%. A valorização no preço médio obtido por tonelada compensou parte das perdas, garantindo a julho o posto de terceiro melhor desempenho da história para o mês.
Dentro da porteira, a retração da oferta fica evidente nos dados de abates oficiais (sob inspeção federal, estadual e municipal), que somaram 2,99 milhões de cabeças — queda expressiva de 21,5% em relação ao ano anterior. O encurtamento das escalas de abate garante preços firmes ao pecuarista.
Para entender os rumos do mercado físico e as projeções até o fim do ano, Fabiano Reis entrevistou o analista de mercado Fernando Iglesias. Confira a entrevista completa no vídeo: