Menor oferta de gado em 2026 sustentará preços do boi gordo no 2º semestre

Mesmo com recuo nos embarques de julho por trava chinesa, faturamento se manteve firme com alta no preço por tonelada

11/08/2026 às 16:20 atualizado por Junior Souza - SBA | Siga-nos no Google News
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A mudança no ciclo pecuário e a consequente redução na oferta de bovinos prontos para o abate configuram-se como o principal pilar de sustentação para os preços do boi gordo ao longo de 2026. A baixa disponibilidade de lotes terminados no campo fortalece as negociações em toda a cadeia produtiva.

No mercado externo, embora as limitações da cota chinesa tenham provocado uma redução de 17% no volume exportado de carne bovina em julho, a receita em dólares recuou apenas 5,5%. A valorização no preço médio obtido por tonelada compensou parte das perdas, garantindo a julho o posto de terceiro melhor desempenho da história para o mês.

Dentro da porteira, a retração da oferta fica evidente nos dados de abates oficiais (sob inspeção federal, estadual e municipal), que somaram 2,99 milhões de cabeças — queda expressiva de 21,5% em relação ao ano anterior. O encurtamento das escalas de abate garante preços firmes ao pecuarista.

Para entender os rumos do mercado físico e as projeções até o fim do ano, Fabiano Reis entrevistou o analista de mercado Fernando Iglesias. Confira a entrevista completa no vídeo:


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