Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham em campo negativo neste início de sessão, em um movimento de ajuste técnico após os ganhos recentes. A pressão vendedora é sustentada pelas boas perspectivas para a safra norte-americana, confirmadas pelo último relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que manteve em 63% o índice de lavouras avaliadas entre boas e excelentes condições.
Apesar do viés baixista imposto pelo clima favorável no Hemisfério Norte, as perdas têm limite estabelecido. O mercado encontra suporte firme no apetite comprador da China por lotes americanos e na valorização do petróleo e do óleo de soja, fatores que estimulam a demanda do setor de biocombustíveis.
Nesse cenário de forças divididas entre boa oferta e demanda aquecida, travar margens torna-se uma prioridade estratégica para a comercialização do produtor brasileiro.
Para entender os rumos do mercado e os próximos gatilhos de preço, o jornalista Fabiano Reis entrevistou o analista de mercado Gilberto Leal. Assista à entrevista na íntegra no vídeo: