
A produção brasileira de sorgo na safra 2025/26 está estimada em 7,6 milhões de toneladas, de acordo com o levantamento de julho de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume é 24,9% maior do que o da safra 2024/25, um acréscimo de 1,5 milhão de toneladas.
A explicação está na área. A área semeada está estimada em 2,2 milhões de hectares, alta de 31,8%, ou 519,7 mil hectares a mais do que na safra anterior, também o maior valor já registrado. É a sétima safra consecutiva de expansão da área destinada ao sorgo no país.
A produtividade média, por sua vez, recuou 5,3%, passando de 3,7 ton/ha para 3,5 ton/ha, o equivalente a uma queda de 62,3 para 59,0 sacas por hectare. Ainda assim, trata-se do segundo maior rendimento da série histórica, atrás apenas do obtido na safra 2024/25.
O recorde de 2025/26 é, portanto, um recorde de área. É a primeira safra desde 2017/18 em que a produção nacional de sorgo cresce com rendimento médio menor do que o do ciclo anterior.
Economia
Figura 1.
Área semeada, produção e produtividade do sorgo no Brasil, das safras 2015/16 a 2025/26.

* Safra 2025/26: estimativa de julho de 2026.
Fonte: Conab | Elaboração: Scot Consultoria.
O sorgo mantém ritmo acelerado de crescimento. Em relação à safra 2020/21, a produção é 3,7 vezes maior, a área semeada 2,5 vezes maior e a produtividade média 47,0% superior. Na comparação com 2015/16, dez safras atrás, a produção é 7,4 vezes maior e a área, 3,7 vezes.
A expansão também deslocou o eixo produtivo. Na safra 1986/87, o Sul respondia por 60,3% do sorgo colhido no país, atualmente representa 0,4% do total. O crescimento concentrou-se no Centro-Oeste e, mais recentemente, também no Nordeste, cuja participação passou de 20,0% em 2024/25 para 20,6% em 2025/26.
A safra 2025/26 confirma o sorgo como cultura em expansão estrutural no Brasil, com produção e área recordes e concentração no Centro-Oeste, que responde por quase metade do volume nacional. O ponto de atenção está no rendimento por hectare, depois de sete safras consecutivas de aumento de área, a continuidade do crescimento tende a depender cada vez mais da produtividade, sobretudo no Centro-Oeste, onde a incorporação de novas áreas veio acompanhada da maior queda de rendimento entre as regiões produtoras.
Informações: Scot Consultoria