31/07/2026 às 15:29 atualizado por
Gabriela da Cunha
- Estadão |
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Rio, 31 - Os preços médios dos alimentos avançaram 0,10% em junho ante maio, de acordo com o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com isso, depois de um mês com variação negativa na comparação mensal (-2,00%), o acumulado no ano, que era de 0,32% em maio, chegou a 0,42% em junho. A variação em 12 meses manteve-se no campo negativo, passando de -4,53% em maio para -4,44% em junho. É o nono mês consecutivo de retração.
O IPP mede a evolução dos preços de produtos na "porta de fábrica", sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. O setor de alimentos é o de maior peso na indústria brasileira e, no caso do IPP, seu peso atualizado no cálculo é de 23,31%.
Quatro produtos tiveram as maiores influências para o resultado na passagem de maio para junho: "carnes de bovinos frescas ou refrigeradas" e "carnes de bovinos congeladas", com influência negativa, e "carnes e miudezas de aves congeladas" e "óleo de soja em bruto, mesmo degomado", com influência positiva.
Segundo o IBGE, a queda no preço das carnes bovinas esteve atrelada a uma menor demanda externa, em particular da China, compensando inclusive a depreciação do real frente ao dólar, de 2,9% na passagem de maio para junho. Já o comportamento do câmbio impactou o preço da soja em grão, num ambiente de aquecimento da demanda pela commodity, o que se refletiu sobre os preços do "óleo de soja em bruto, mesmo degomado".
Em junho, o IPP registrou queda de 0,77% ante queda de 0,30% em maio.