Os contratos futuros da soja abriram a semana amargando fortes perdas na Bolsa de Chicago (CBOT), devolvendo boa parte dos ganhos acumulados recentemente. A reviravolta no mercado foi provocada por uma combinação de alívio geopolítico e previsões de tempo mais favorável para as lavouras no Hemisfério Norte.
O principal gatilho para a queda veio do mercado energético: a forte desvalorização do petróleo, impulsionada pelo arrefecimento das tensões entre Irã e Estados Unidos e pela expectativa de avanço em negociações diplomáticas. Somado a isso, o clima no Meio-Oeste norte-americano deu sinais de melhora, reduzindo o estresse sobre as plantas e levando investidores a realizarem lucros rapidamente.
No cenário nacional, a retração em Chicago tende a travar a movimentação dos preços internos. No entanto, a valorização do dólar e os bons prêmios praticados nos portos brasileiros servem como um amortecedor, amenizando o impacto no bolso do produtor.
Para entender a fundo como navegar nessa volatilidade, o jornalista Fabiano Reis conversou com o analista de mercado Ênio Fernandes. Confira a análise completa e veja as projeções assistindo ao vídeo abaixo: