O cenário para a pecuária nacional mistura tensão internacional e recordes de produtividade da porteira para dentro. Na última quinta-feira (23), o governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando que o país não adota mecanismos eficazes para combater a importação de itens ligados ao trabalho forçado.
Apesar da pressão diplomática e comercial vinda de Washington, a pecuária brasileira demonstra um avanço produtivo sem precedentes. Dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) revelam que, no primeiro semestre deste ano, 45% dos bovinos abatidos em Mato Grosso tinham até 24 meses de idade — o maior percentual da série histórica iniciada há duas décadas. Para se ter dimensão da evolução, esse índice era de apenas 2% em 2006, comprovando a precocidade, a eficiência e a sustentabilidade do rebanho mato-grossense.
Para entender os impactos dessa nova cobrança americana frente aos avanços de qualidade do nosso rebanho, o analista João Pedro Cuthi Dias traz uma análise detalhada. Assista ao vídeo completo e acompanhe os desdobramentos: