A pecuária de corte brasileira enfrenta um novo entrave sanitário e comercial no cenário internacional. Desde o início deste mês, o Brasil foi suspenso da lista de países autorizados a enviar carne bovina para a União Europeia. A restrição, que pode se estender até setembro, acendeu um sinal de alerta máximo em toda a cadeia produtiva.
O pivô do impasse é o uso de antimicrobianos no rebanho, com foco nos promotores de crescimento como a monensina. Enquanto o bloco europeu endurece as regras contra esses aditivos, os pecuaristas brasileiros demonstram apreensão com o potencial aumento nos custos de produção, caso haja a necessidade de substituir esses insumos na nutrição animal. Além disso, surgem incertezas sobre se esses exigentes critérios sanitários podem se estender para outros grandes compradores, como o mercado chinês.
Para entender a gravidade da medida, os impactos zootécnicos e as alternativas para o produtor rural, a apresentadora Valeria Benites conversou com a especialista Milena Wolf, zootecnista, mestre em Tecnologia de Carne e doutora em Produção Animal. Assista à entrevista completa no vídeo abaixo e fique por dentro do assunto: