
O bolso do consumidor brasileiro ganhou um alívio na terceira quadrissemana de julho. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), desacelerou para 0,07% — marca inferior ao registro de 0,20% observado na leitura anterior. Com o resultado, o indicador passa a acumular alta de 4,00% nos últimos 12 meses.
O recuo nos preços foi impulsionado principalmente pelo setor de alimentação, que aprofundou a trajetória de queda de -0,33% para -0,73%. Alimentos básicos do prato do brasileiro foram os grandes responsáveis por puxar a inflação para baixo: o tomate despencou -19,73% e a batata-inglesa caiu -14,65%. A cenoura (-8,79%) e o café em pó (-3,03%) também deram fôlego ao orçamento familiar.
Além dos alimentos, outros cinco grupos de consumo apresentaram moderação nas taxas, com destaque para Vestuário (-1,03%), Transportes (0,07%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,18%).
O que subiu no período Na direção oposta, as passagens aéreas continuaram pesando no bolso dos passageiros, saltando de 7,62% para 9,69% de aumento. Serviços de telecomunicações — como combos de TV, internet e telefonia (5,05%) — e itens da feira como a cebola (9,97%) também registraram reajustes no período, impedindo uma queda mais expressiva do índice geral.
Fonte: Estadão