
O preço do arroz em casca no Rio Grande do Sul consolidou sua trajetória de valorização e levou o Indicador CEPEA/IRGA-RS ao seu maior patamar desde setembro de 2025. A alta é sustentada por uma combinação de postura defensiva por parte dos agricultores, necessidade de recomposição de matéria-prima pelas indústrias e demanda firme no mercado externo.
Com a safra gaúcha já recolhida, os cotonicultores e orizicultores têm liberado lotes de forma dosada na expectativa de que a escassez force novas altas nos preços antes da chegada do novo ciclo.
Impasse entre indústria e varejo limita liquidez
Se por um lado os produtores seguram as vendas, por outro, as indústrias de beneficiamento encontram margens cada vez mais estreitas. Parte dos moinhos aceitou elevar pontualmente os valores pagos pela saca para manter a operação fabril ativa. No entanto, grande parcela das beneficiadoras relata forte resistência dos supermercados e atacadistas em absorver os reajustes do arroz beneficiado nas prateleiras.
Esse cabo de guerra entre o custo do grão em casca no campo e a resistência do consumo final no varejo tem mantido o volume efetivo de negócios em ritmo moderado em todo o estado gaúcho.
Fonte: Estadão