
O dólar à vista operou em viés de queda no mercado doméstico nesta segunda-feira (21), renovando as mínimas da sessão ao ser cotado a R$ 5,0694 (recuo de 0,39%). Mais cedo, a moeda americana já havia tocado a mínima intradiária de R$ 5,0734, refletindo um ambiente de ajustes contidos no exterior e agenda econômica esvaziada de indicadores de peso.
Segundo análise do economista-sênior e sócio da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, a sessão cambial transcorreu sem um vetor único de direção. Enquanto o dólar oscilou em margens estreitas contra as principais divisas globais, as moedas de países emergentes encontraram espaço para uma leve valorização.
Petróleo forte garante sustentação ao Real
O principal suporte para o fortalecimento da moeda brasileira veio, novamente, do mercado internacional de commodities. O preço do petróleo registrou nova aceleração no exterior, impulsionado por temores de desabastecimento global após o grupo houthi anunciar um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.
A notícia reacendeu os alertas sobre potenciais interrupções na navegação do Oriente Médio, fazendo com que o barril do petróleo tipo Brent superasse a marca dos US$ 90. Como o Brasil é um exportador líquido de petróleo, a valorização da commodity atrai divisas para o país, fortalecendo a cotação do real frente ao dólar.
Fonte: Estadão