
As expectativas de inflação de curto prazo voltaram a subir. O Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (20) mostra que a mediana para a inflação suavizada nos próximos 12 meses registrou a segunda alta semanal consecutiva, passando de 4,16% para 4,18%. Considerando apenas as consultas efetuadas nos últimos cinco dias úteis, o número se manteve no mesmo patamar de 4,18%.
O conceito de inflação suavizada ganhou papel central no monitoramento do mercado após a implementação do regime de meta contínua de inflação no Brasil. Sob as regras vigentes, o objetivo fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3,00% ao ano, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,50% e 4,50%).
As regras do jogo e a meta contínua
Pelo novo modelo, o cumprimento do objetivo inflacionário é apurado mês a mês com base no acumulado acumulado de 12 meses. O descumprimento formal ocorre caso a taxa oficial (IPCA) permaneça acima do teto de 4,50% por seis meses consecutivos — fato que exige o envio de uma carta aberta formal do Banco Central ao Ministério da Fazenda com esclarecimentos e medidas corretivas.
Atualmente, a taxa acumulada do IPCA vem rodando abaixo do limite de tolerância desde novembro, mas o mercado financeiro monitora o risco de novas pressões sazonais no segundo semestre.
Preços Administrados seguem ancorados
No mesmo relatório, as projeções para a inflação dos preços administrados (que incluem tarifas públicas como energia elétrica, combustíveis e planos de saúde) permaneceram estáveis:
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2026: Mediana mantida em 5,00% pela quinta semana seguida (o Banco Central prevê 4,70%).
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2027: Mediana fixada em 3,85% (o Banco Central projeta 3,90%).
Fonte: Estadão