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A gigante norueguesa Yara, uma das maiores fabricantes globais de fertilizantes, encerrou o segundo trimestre de 2026 com um lucro líquido de US$ 545 milhões. O resultado financeiro representa uma alta expressiva de 32% em comparação aos US$ 413 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
A receita operacional da companhia também manteve o ritmo de crescimento, saltando de US$ 3,95 bilhões para US$ 4,43 bilhões — um ganho de 12,2%. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), excluindo itens especiais, atingiu US$ 906 milhões, alta de 39% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Margens maiores compensam queda nas vendas
O desempenho positivo da Yara ocorreu mesmo diante de uma forte desaceleração no volume de vendas globais. As entregas totais caíram 17% no trimestre, somando 7,11 milhões de toneladas. No segmento de fertilizantes, as entregas somaram 5,18 milhões de toneladas, afetadas pela rápida queda nos preços internacionais que levou os produtores a adiarem compras durante a entressafra.
De acordo com o relatório trimestral assinado pelo CEO Svein Tore Holsether, o aumento nas margens operacionais e o rigoroso controle de custos internos conseguiram compensar com folga o menor volume comercializado.
Desempenho por regiões
As operações da empresa apresentaram comportamentos distintos pelo mundo:
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Europa: O Ebitda saltou 47%, somando US$ 189 milhões. O aumento dos preços do produto final compensou o recuo de 14% nos volumes entregues.
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Américas: O Ebitda recuou 13%, ficando em US$ 209 milhões, sob impacto de paradas programadas para manutenção nas fábricas e enfraquecimento na demanda de entressafra.
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Ásia e África: Registraram queda acentuada de 45% no Ebitda (US$ 41 milhões), pressionados pela compressão de margens nos mercados asiáticos e queda de 28% nas entregas.
Incertezas no Oriente Médio e custo do gás
A diretoria da Yara fez um alerta sobre os desdobramentos das tensões no Oriente Médio. O bloqueio temporário do Estreito de Ormuz elevou os preços da ureia na reta final da temporada de compras do Hemisfério Norte, introduzindo volatilidade ao mercado.
Diante do cenário energético pressionado, a companhia estima que seus custos com gás natural nos terceiro e quarto trimestres de 2026 serão US$ 75 milhões e US$ 115 milhões superiores, respectivamente, aos do mesmo período de 2025. Como resposta estratégica para diversificar sua matriz energética, a multinacional concluiu em julho a compra da fábrica de amônia Gulf Coast, no Texas (EUA), por US$ 1,3 bilhão.
Fonte: Estadão