
O mercado financeiro ajustou suas expectativas e passou a projetar um cenário de juros mais altos por um período mais longo no Brasil. De acordo com o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (20), a mediana das estimativas para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 14,00% ao ano pela quarta semana consecutiva.
No entanto, quando observadas apenas as 40 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis — grupo considerado pelos analistas como o mais sensível às novidades econômicas recentes —, a estimativa para a Selic de 2026 subiu de 13,75% para os mesmos 14,00%. Esse movimento sinaliza uma perda de ritmo nas apostas por cortes mais profundos de juros até o encerramento deste ano.
O que muda para as projeções dos próximos anos?
O aperto nas projeções mais recentes também atingiu os prazos seguintes, refletindo a cautela do mercado com a trajetória da inflação:
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Selic em 2027: A mediana geral seguiu em 12,00% pela quinta semana. Contudo, na amostragem dos últimos cinco dias úteis, o indicador subiu de 12,00% para 12,25%.
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Selic em 2028: A estimativa permaneceu em 10,50% (frente aos 10,25% projetados há um mês).
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Selic em 2029: Segue fixada em 10,00% há 11 semanas consecutivas.
A postura de cautela do Copom
Nas três primeiras reuniões de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve um ritmo de redução gradual, promovendo cortes de 0,25 ponto percentual que levaram a taxa básica da economia ao patamar atual de 14,25% ao ano.
Em seu último comunicado oficial, emitido em junho, a autoridade monetária voltou a ressaltar as incertezas do cenário global e doméstico. O Banco Central condicionou os próximos passos do ciclo de ajuste aos dados econômicos que surgirem, frisando que a prioridade total é assegurar a convergência da inflação em direção à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Fonte: Estadão