
O preço do etanol hidratado registrou recuo na maioria dos postos de combustíveis do país na semana passada. De acordo com o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilado pelo AE-Taxas entre os dias 12 e 18 de julho, os preços médios do biocombustível caíram em 17 estados, subiram em seis estados e no Distrito Federal, mantendo-se estáveis em duas unidades da federação.
Na média apurada em todo o território nacional, o valor do litro do etanol ficou estável em R$ 4,06. No estado de São Paulo — maior polo produtor, consumidor e que concentra a maior amostra de postos da pesquisa —, o preço caiu 0,26%, fechando a média em R$ 3,77 por litro.
Os extremos de preço pelo país
A pesquisa da ANP revelou grandes discrepâncias regionais nos valores cobrados nas bombas:
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Maior alta percentual: Registrada no Acre, onde o etanol disparou 25% no período, atingindo a média de R$ 6,39 por litro.
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Maior queda percentual: Ocorreu no Pará, com recuo de 2,07%, baixando a média para R$ 4,74 por litro.
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Menor e maior preço de bomba: O menor valor individual encontrado em um posto no país foi de R$ 2,94 por litro (em SP), enquanto o pico cobrado chegou a R$ 6,59 por litro (em PE).
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Médias estaduais: Mato Grosso apresentou o menor preço médio do Brasil (R$ 3,75), enquanto o Acre cravou o preço médio mais caro (R$ 6,59).
Vale a pena abastecer com etanol?
O biocombustível manteve a vantagem econômica em relação à gasolina em oito estados e no Distrito Federal. Na média nacional, a paridade do etanol ante a gasolina ficou em 61,70% — bem abaixo do teto de 70%, patamar tradicionalmente considerado o limite de vantagem financeira para carros flex.
Regiões competitivas: O etanol mostrou-se mais vantajoso em Mato Grosso (55,15% de paridade), São Paulo (58,63%), Mato Grosso do Sul (60,78%), Goiás (64,51%), Minas Gerais (64,96%), Paraná (62,93%), Distrito Federal (63,92%), Bahia (68,88%) e Santa Catarina (69,34%).
Executivos e engenheiros do setor automotivo ressaltam, porém, que o etanol pode ser vantajoso mesmo em estados onde a paridade supera levemente os 70%, a depender do modelo do veículo, do modo de direção e da eficiência do motor.
Fonte: Estadão